1 COLÔNIAVÍRUS (2 obras)
A colonização é um vírus que invadiu e se disseminou pelo Brasil desde 1500. Como deletar esse vírus malicioso?

Colônia vírus é uma série composta por dois vídeos, Invasores e Invadidos, e representa o momento em que o vírus colonial invade o sistema operacional do que hoje chamamos de Brasil.
Voz portuguesa em Invasores: amigo anônimo de Augusto Fernandes
Voz nativa em Invadidos – Alberto Dumas

Montagem – Ramon Gonçalves
2 ALERTA DE INVASÃO (1 obra)
Alerta de Invasão é um manifesto-sonoro- ambulante, um rolezinho anti-viral pelas ruas do Prado, Bahia, primeira parada das caravelas portuguesas antes de desembarcarem em Porto Seguro. Alerta de Invasão é um alarme ambulante. Fique alerta e instale seu pacote de antivírus colonial. 

Locução: Maira Cristina
Montagem – Ramon Gonçalves
3 ENCABOCA (6 obras)
O que é ser caboco? O que configura o imaginário caboco? Encaboca é uma série formada por 6 vídeos-instalações que representa a primeira alteração no código alteração no código-fonte, no código genético nativo. Encaboca é anti colônia vírus!

Depoimentos: Ângela Dumas (Babi) em Cabôcos I e Cabôco Silas I; Maria D’Ajuda dos Santos Delvaux (Duda) em Cabôcos II, Cabôco Silas II e Maria Caboquinha; e Ana Dumas (missy blecape) em Ponto de Restauração. 

Arte Omolu bebê (Maria Caboquinha) - arte em feltro de Adriana Dumas.
Montagem – Ramon Gonçalves
4 AFROCABÔCA (1 obra)
Afrocabôca é a segunda alteração provocada no nosso código-fonte  original. Capturado e hackeado pelo vírus colonial, o legado africano é instalado na placa mãe do sistema brasileiro. O imaginário cabôco passa a ser compartilhado entre os legados indígenas e africanos, e se torna um antivírus mais potente.

Vídeo instalação com lambe-lambe e iluminação de led.
Foto - Alexandra Dumas
Montagem – Ramon Gonçalves
5 MANTRA ATOTÔ - Ciência, Comunismo & Omolu (1 obra)
Mantra Atotô funde três anti-vírus potentes para combater o colônia vírus: ciência, comunismo e o imaginário religioso afro-brasileiro.

Instalação com stencil. Participação especial de Dona Madalena, rezadeira (in memorian).
Montagem – Ramon Gonçalves
6 MATRIARCADO (1 obra)
Vídeo-instalação apresenta o matriarcado como antivírus potente contra o patriarcado e seu vírus letal, o colônia_vírus.

Stencil, banner, fotos e pintura em parede. 
Depoimentos – Cleuza Gouvêa Dumas (mãe) e Ângela Gouvêa Dumas (irmã)
Produção de arte - Adriana Dumas e Ana Paula Prado.
Montagem – Ramon Gonçalves
7 PRETA VELHA (1 obra)
Foto- performance mostra o imaginário da preta velha como um antivírus do colônia_vírus e seu pacote de dados maliciosos. Uma preta velha que alia amor e fúria, ancestralidade e contemporaneidade, candeeiro e wifi. 


Montagem – Ramon Gonçalves
8 MULTIMÍDIAS ANCESTRAIS (3 obras)
Se você considera a linguagem textual superior às linguagens visuais, orais e sensoriais, cuidado, você pode estar contaminado pelo vírus colonial sem se dar conta! 

Série composta por três vídeos – Conceito Visual, Conceito Oral e Conceito Sensorial.


Montagem – Ramon Gonçalves
9 INSUBMIXTAS (3 obras)

Insubmixta é uma forma de reconfigurar a mestiçagem. Uma mestiçagem que inclui as lutas antirracistas e exclui o mito da democracia racial. A insurgência é uma forma de reconfigurar nossos sistemas. A insurgência é antivírus.

O vira-lata (SRD) é insurgente. O vira-lata é antivírus. As vira-latas Ana Dumas, Laís Machado, Lili e Nala latem bem alto pro vírus colonial escutar: COMPLEXADAS NÃO, COMPLEXAS!!!

Série de fotos-performances, composta pelas obras Insubmixta e SRD (com Laís Machado).

INSUBMIXTA
Performance – Ana Dumas
Fotos - Alexandra Dumas

Série SRD (Sem Raça Definida)
SRD I

Performance – Ana Dumas e Nala
Fotos - Ana Júlia Gouvêa Dumas
Seleção das fotos e montagem dos trípticos – Laís Machado

SRD II
Performance - Laís Machado e Lili.

Fotos: Diego Araúja e Rosângela Machado
Seleção das fotos e montagem dos trípticos – Laís Machado
10 NÃO ME APAGUE (3 obras)
O apagamento dos legados indígenas e africanos é uma consequência do ataque permanente do vírus colonial. Não permitir esse apagamento é uma ação anti-viral. Série composta por 3 vídeos performances com Ana Dumas e Laís Machado (participação especial).

Não me apague I – Cópia de segurança (Performance e edição - Ana Dumas)
Arte negra eletrônica. Porque toda mulher negra precisa fazer backup contínuo para não ser apagada.

Não me apague II – Replique (Performance e edição - Ana Dumas)
Arte negra eletrônica inspirada na clássica foto de Roger Ballen. Beat de Ramon Gonçalves inspirado em Only a Clown Catch An Axé, de Red Axes feat. Abrão.

Não me apague III – feat Laís Machado (Performance e edição)
Arte negra eletrônica. Porque toda mulher negra precisa fazer backup contínuo para não ser apagada.
11 QUILOMBOLHA (1 obra)
A bolha como estratégia de isolamento e combate ao corona vírus. O quilombo como estratégia de rede comunitária, de partilha de estratégias de sobrevivência. Quilombolha funde os dois conceitos de bolha e quilombo e se transforma em um abrigo contra o vírus colonial.

Stencil aplicado em parede. Vozes das mulheres da família. Depoimento de Alexandra Gouvêa Dumas.
Montagem – Ramon Gonçalves
13 UPGRADE (1 obra)
O upgrade como uma estratégia vital para a atualização e continuidade da vida. A atualização é permanente, full time. O mundo faz upgrade. E vc, fez o seu?

Vídeo-manifesto. 
Concepção – Ana Dumas e Ramon Gonçalves

Montagem – Ramon Gonçalves
COLÔNIA VÍRUS

uma exposição virtual de ana dumas
12 CAMPO DA DOIDA (1 obra)
Neste vídeo sequência a preta velha apresenta o Campo da Doida e algumas das obras instaladas no seu terreiro em Prado. O Campo da Doida é uma quilombolha anticolonial.

Imagens: Ana Paula Prado
Montagem – Ramon Gonçalves
Estamos invadidos, constantemente e há séculos. Por caravelas e outras máquinas que avançaram e avançam sobre nós com suas línguas que não escutam nossa voz, seu progresso que nos rouba a terra, seu deus que que constrange nossa alegria. pai, filho e espírito santo. E, claro, seus planejamentos estratégicos, planos plurianuais, filtros do Instagram, tetos de gasto, assuntos do momento, exércitos de libertação, espelhos e outras substâncias que refletem nossa luz. Nunca fomos descobertos.
Então Ana Dumas captura todas essas máquinas, linguagens, plataformas e estratégias para usá-las a nosso favor. Inocula uma benzedura entre os dentes da engrenagem, grava memórias, cria palavras para contar que estamos invadidos sim, e perguntar quem somos. Ana dumas varre seu quintal, baixa um aplicativo gratuito para a produção de gifs, planta frutas e memórias no Campo da Doida, upa uma insurgência no google drive, presta homenagem aos nossos mortos. Com candeeiro e luz de led, joga um outro lume no passado e nos descobre.
A exposição Colôniavírus é sobre o sistema-mundo que nos formatou e formata, sempre atualizando suas predefinições de fábrica, refinando ferramentas de controle, pesquisando mercados futuros. Mas é também sobre nossa capacidade de lembrar, de pensar diferente e reagir. Descobertos, podemos olhar uns para os outros, para além das interfaces, dos filtros, das normas da conduta adequada, do marketing de algoritmos.
Você, que também é um invadido, inocule algo de verdadeiramente seu entre os dentes da engrenagem, acrescente um comando ao código do programa.

Gil Maciel, 2021
FICHA TÉCNICA

Concepção: Ana Dumas
Artistas colaboradores – Ramon Gonçalves e Laís Machado

Estudio Arroyo – Design gráfico (Gil Maciel, Ramon Gonçalves, Rodrigo Lelis) Assessoria de Imprensa (Jordan Dafné), Mídias Socias (Rodrigo Lelis, Gil Maciel), Site e expografia (Ramon Gonçalves), Montagem das Obras e Trilha Sonora (Ramon Gonçalves)

Produtora (Prado, Bahia) – Ana Paula Prado

Produção de arte – Adriana Dumas
Assessoria jurídica – Iuri Vasconcelos

Este projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
AGRADECIMENTOS


À minha família, Estúdio Arroyo (Gil, Rodrigo, Jordan e Ramon) Ramon Gonçalves, Laís Machado, Gil Maciel, Rodrigo Lélis, Jordan Dafné, Ana Paula Prado, Adriana Dumas, Maria D’ajuda dos Santos Delvaux (Duda), Ângela Dumas, Cleuza Dumas, Alberto Dumas, Alexandra Dumas, Adelaide Dumas, Ana Júlia Gouvêa Dumas e Janjão Dupin Dumas.

Ao Prado, minha cidade, aos cabôcos e aos pataxós, por me configurarem como sou.
À insurgência, sempre!!!!
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sinta-se livre para fazer seu próprio caminho, mas é possível buscar por obras específicas utilizando ctr/f e procurando pelo número/título. é recomendado o uso de fones de ouvido.